Do Bom de Bola para a França: conheça a história de Lucas Lima

04/08/2016
Manuel Azevedo

O Bom de Bola pode ser o pontapé inicial para uma grande mudança na vida dos jovens que participam do projeto. O exemplo vem de Estação, cidade localizada ao noroeste do Rio Grande do Sul, onde nasceu Lucas Lima. Não, não estamos falando do meia do Santos. Nosso Lucas é lateral esquerdo e em poucos dias poderá fazer sua estreia oficial pelo Nantes, da França, seu segundo clube na Europa.

Sua família se mudou em 2003 de Estação para a cidade gaúcha de Tapejara, quando o jovem tinha 12 anos, e foi lá o primeiro contato com o Bom de Bola. “Participei em 2005 pela escola Severino Dalzotto, muito tradicional na competição e que até já tinha sido campeã estadual, por isso as expectativas eram altas. Alcançamos a etapa regional, mas não avançamos. No fim, foi um bom aprendizado”, relembra.

Depois o caminho o levou ao sub-15 do Grêmio, onde permaneceu por um ano antes de ir para o Criciúma, sua estreia profissional em janeiro de 2009, aos 17 anos. Após seis meses foi contratado pelo Internacional e defendeu o Colorado por dois anos antes de ser emprestado ao Paraná, onde disputou a Série B. De volta ao Beira-Rio foi para o Botafogo (RJ), clube no qual permaneceu entre 2012 e 2014 para depois defender o Goiás e o ABC de Natal.

Na metade de 2015 Lucas iniciou sua carreira internacional. “Eu fui transferido para o FC Arouca, de Portugal, para jogar a Primeira Liga. Fomos muito bem e levamos a equipe à Liga Europa, fato inédito em sua história. Depois dessa ótima campanha, o FC Nantes comprou o meu passe e assinamos um contrato de quatro anos”, conta.

Mesmo sem conquistar o título do Bom de Bola, Lucas conta o que aprendeu com sua passagem pelo projeto. “Hoje, como profissional, percebo que a experiência ajudou na formação da minha cabeça, na competitividade e na vontade de vencer não só no esporte, mas na vida também”, declara.

Lima até hoje mantém a amizade com os professores Plínio Triques, de Estação, e Orlei Moresco, de Tapejara, que o comandaram na época. “Eles me ajudaram muito em minha formação e sempre que estou de férias me encontro com ambos para compartilharmos bons momentos. Devo ter levado camisas de todos os clubes pelos quais passei para eles, que são grandes amigos”, elogia.

Recado para os jovens atletas

Mesmo tendo participado apenas uma única vez do Bom de Bola, Lucas tem um recado para os alunos-atletas que entram em campo em 2016. “Aproveitem bastante este momento, pois é uma oportunidade de vocês crescerem. O esporte tem o grande poder de mudar a vida das pessoas, como foi o meu caso. Valorizem e se dediquem, pois assim como eu vocês podem ser os próximos a mudarem suas histórias. Aproveitem e se divirtam!”, finaliza.