Na escola de Joinville vice do BB, um aluno nota 10

30/11/2016
Carlos Stegemann

O Colégio Elias Moreira, de Joinville, dava indícios de que seria um postulante ao título masculino do Bom de Bola 2016, em São Ludgero, já na primeira partida da fase final, quando venceu por 2x1 a equipe de Chapecó. O favoritismo foi reforçado na semifinal, quando o time mostrou sua força ao eliminar os tetracampeões do Recriarte (Camboriú), mas foi parado na final pelo Colégio Incentivo, de Biguaçu, e ficou na segunda posição do torneio.

Apesar de lidar com a frustração de uma derrota na final, o colégio tem muito a comemorar. “Para chegar aqui a gente teve muito trabalho, que não é de hoje, vem de dois anos. Cada jogo é um jogo. Eliminamos os tetracampeões. A gente foi impecável lá e hoje pecamos nas partes defensiva e ofensiva, mas o time está de parabéns”, resumiu após o apito final o treinador Amilton de Carvalho.

Se dentro de campo o resultado não foi o desejado, na sala de aula o Elias Moreira tem muito a comemorar, como no caso do goleiro Nilo Franzosi Filho, de 14 anos. O garoto, que também pratica handebol, é um aluno exemplar. “A média mais baixa dele é 9,5”, avisa o treinador.

“Tem que ter tempo para tudo. Há momentos em que é preciso focar no esporte, em outros, o foco é no estudo. Tem que conciliar os dois para levar da melhor forma possível”, explica Nilo de forma até encabulada. O menino sabe reconhecer a importância do projeto para além das quatro linhas. “Acho muito importante, porque são escolas que participam, não são categorias de base de times. São escolas que formam dentro da sala de aula. Isso é muito importante”, diz.

O professor Amilton segue pela mesma linha: “É inquestionável a importância do projeto na formação do ser humano, do atleta incluído na sociedade. Para a gente é uma satisfação imensa fazer parte do projeto que já tem mais de 20 anos. Santa Catarina e as escolas envolvidas têm muito a ganhar com isso”, declara. E neste contexto, o Colégio Elias Moreira já pode se considerar campeão por ter atletas como Nilo.

Foto: Carlos Stegemann